Cheguei, sentei, olhei
O quarto inicialmente tão familiar, o quarto-casa que até geladeira abrigou
Se tornou estranho
Essa cama, que senti que era possibilidade de novo ninho, já abrigou outro pássaro
Passei
Passei longe, me sinto distante, tu me afasta do lar do teu coração
Fico em um tempo espaço paralelo entre o que foi e o que é
Pois agora não reconheço nada
Não me reconheço em nada
Sou peça que sobra
Mais uma vez esquecida nos cômodos
Já fui móvel jogado
E agora o que sou?
Sou sobra de brique, esperando que tu sinta falta
E retorne em busca do teu antigo relicário
Teu antigo amor
(Faz dois meses que decidi seguir, mas não consigo. Quero ficar, me deixe ficar.)
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Ciclos
Tudo começou através de um post em um blog em que eu escrevia há quase 7 anos atrás e, acredito, essa é a maneira que encontrei para encerrar esse ciclo: escrevendo novamente. É 2h da madrugada e meus olhos estão tão inchados que nem sei como estou conseguindo digitar, mas o fato é que o sono não vem, o fato é que eu não consigo aceitar a ausência que essa cama imensa me recorda todas as noites, o fato é que ou eu expresso de alguma maneira, ou eu enlouqueço.
Todas as noites é a mesma coisa, pois por mais que para as amigas eu costuma dizer 'estou superando', 'estou na fase x do luto', 'estou esquecendo', no final do dia quem eu queria abraçar, dormir de conchinha, ficar horas conversando era com ela. Mas Fran, tudo é fase, tudo é cíclico, tudo tem um propósito. Eu sei, eu sei de tudo isso, mas de verdade eu não entendo, não consigo aceitar em meu coração e, por isso, hoje a dor que estou encarando é ainda maior.
Eu preciso dizer que eu entendo, plenamente, minha responsabilidade de as coisas terem chegado a este nível: sempre fui muito insegura, ciumenta e possessiva, além disso recordo de coisas que não eram necessárias recordar, o que me fez envolver emocionalmente e karmicamente com algumas pessoas nessa existência. Eu sei que errei muito, eu sei.
Mas acima de tudo, preciso dizer que desde antes de virmos morar aqui em SC algo me dizia que seria o fim e isso me enlouquecia, pois como seria o fim se estávamos tão perto de realizar um grande início de uma vida juntas? Mas eu não escutei a minha intuição e dessa forma precisei ser avisada de outra maneira, pela tia dela 'melhor ela não ir, pois se for é capaz de não se adaptarem e ser um rompimento de vez'. Eu escutei? Claro que não, eu neguei qualquer sinal de que pudesse ser um momento de transformação de ciclo, pois como aceitar isso?
Mas viemos e tivemos um início tão bonito que costumávamos dizer 'é tudo tão perfeito que a Fran precisou machucar o braço pra fazermos uma média', e era isso mesmo que ela e eu pensávamos - estava perfeito, tudo escolhido da forma como imaginávamos há anos, tudo com nosso toque, nosso amor. O que eu mais poderia desejar? Minha companheira, nosso lar e eu preste a voltar a iniciar um sonho particular. Não estava faltando nada.
Mas eu comecei a estudar e a meu tempo em casa começou a diminuir e claro que - entendo plenamente - isso a desestabilizou, afinal eu era a única referência dela nesse lugar. Mas essa instabilidade fez com que, de uma certa forma, existisse uma competição de quem fez mais na universidade, além de ter um total desinteresse pelo que eu trazia diariamente para compartilhar.
Eu me senti tão mal, tão pequena, tão desinteressante! Foi horrível, pois aos poucos sentia que não tinha ninguém em casa, me sentia sozinha no próprio lar que construímos juntas e, as brigas se tornaram frequentes. Brigamos tanto, tanto e a isso fazia minha companheira adoecer ainda mais.
Teve um dia que eu senti que era eu o grande problema da vida dela, só podia ser eu. Afinal foi eu que fiz com que ela viesse, foi eu quem não foi forte pra dar suporte para as crises dela, foi eu que era desinteressante. Nesse dia, eu pensei em me machucar e peguei uma faca para isso. Depois disso teve outros tantos dias seguidos que pensei em fazer besteira, até que um dia eu fiz, depois que ela já havia ido embora e por sorte não ocorreu nada.
Ela foi embora por nós, assim sem aspas, pois entendo a verdade disso. Mas assim como ser sincera não evita a dor, ir por nós não me deixa parar de pensar que fui abandonada, porque foi essa a sensação que me corroeu diariamente, todos os dias. Tudo aqui era ela -e ainda é, mesmo o AP estando 'diferente' - e a única companhia era a grande fumaça de energia densa e negra que a cada dia crescia e tomava todos os cômodos. Eu pedi tanto pra que ela voltasse, tanto. Não pra cá, mas pra mim, pra minha vida, mas isso não ocorreu. Tomei remédios e, por sorte, o único efeito foi dores de cabeça, uma moleza no corpo e uma total não presença. Não morri.
Depois disso, tudo ficou mais confuso. Porque era a solidão e descaso x atenção de outra pessoa, era silêncio x palavras de acolhimento, era o não x o sim. Comecei a sentir algo, mas ao passo que sentia algo diferente, também sentia raiva: porque ela tá me deixando perder? Porque ela não faz nada?
Fui pra Porto Alegre decidida, eu precisava terminar! Porque era insustentável ficar com a companhia da falta constantemente, ou me queria e mostrava, ou não era mais possível. Mas eu, por mais machucada que esteja, ainda sou aquela boba que a ama e depois de tantas e tantas coisas ditas, dores, choros e perdões, voltei com a mente de que sim, a gente poderia ficar juntas, em algum momento.
Mas acontece que isso tem sido uma ilusão, pois enquanto não me permito viver, muitas outras histórias já estão sendo tecidas. Está sendo tecido um futuro diferente e eu soube disso hoje, depois de tanto tempo, e de uma forma bem cruel. Dai penso, a distância tem sido a solução? Obviamente não, mas pelos Deuses, que eu tenha o mínimo de autoamor e agora eu mantenha a distância, porque essa situação é cruel demais para aceitar.
Tudo é cíclico, é. E isso é a realidade da vida, preciso parar de sonhar.
sábado, 4 de novembro de 2017
Jornadas Xamânica (4)
A última Jornada Xamânica foi estranha, justamente porque não estava entregue no momento da vivência, além de estar intimamente mal devido à sensação de não ter tido voz. Na hora de apresentar os objetos de poder, que foi momentos antes da jornada, a minha Sacola de Poder foi definida como pelo docente como 'sem minha energia'. Isso ocorreu pelo fato do tecido que eu escolhi para ela foi um algodão cru e, teoricamente, por ser um tecido feito por máquina e por eu não ter tecido minha própria sacola, ela deixaria de ter minha energia, não me representava. Na hora, eu não questionei, mas minutos após fui sendo invadida de grande tristeza, raiva e sensação de ser calada. Porque, ok, eu não teci o tecido, mas por acaso o cordão de algodão cru das outras sacolas foi criado por cada um dos colegas? Claro que não, o que faz com que as outras sacolas tenham a energia da própria pessoa foi a intenção do tecer, assim como que faz com que a minha sacola tenha a minha energia, me represente plenamente, é o meu sangue menstrual que a tingiu em um rito de entrega e conexão com a Lua. Além disso, cada um dos objetos dentro da sacola são forças que me acompanham há anos, forças que me relaciono não devido à uma disciplina, mas sim porque é uma escolha e posicionamento de vida que sigo desde que a Grande Mãe Gaia me tocou com sua sabedoria. A minha sacola TEM minha energia.
Mas eu, Mimulus e Funcho que sou, tive grande dificuldade de expressar esses meus pensamentos em palavras e achei que em algum momento essa sensação iria passar, pois eu deveria respeitar a nota 3,5 que recebi pela minha sacola - nota essa que faz com que minha média semestral abaixe muito, perigando pegar final e eu tenho uma autocobrança absurda e, é claro, que isso fez eu surtar internamente - e a orientação de que eu deveria fazer uma outra sacola para vida. Mas, falando em respeito, não expressar isso é me desrespeitar.
Bem, evidentemente eu não falei na hora, mas hoje em partes me expresso por aqui, porque não posso ficar com isso trancado em minha garganta. E nessa outra forma de expressar que encontrei, aproveito para dizer que não há NADA que tenha mais minha energia do que meu fluxo de sangue, meu poder escarlate que verte para à terra a cada ciclo e que me liga aos saberes ancestrais da tenda vermelha.
Sei que isso sendo expresso dessa forma, pode parecer estranho, mas é algo que me magoou: em partes pelo o que foi dito, mas principalmente por ter me calado. Porque é tão difícil eu ter voz? Porque fiquei tantos dias com isso comigo? Porque é tão difícil me libertar? De forma alguma quero que isso seja compreendido como desrespeito, mas é a forma que encontrei, nessas linhas repletas de fluxos da consciência, de mostrar minha verdade. Bem, dito isso, voltando para a vivência: eu não estava bem e muito menos entregue, pois estava mal e a proposta era de interagir com os elementos.
Duas forças elementais entraram em contato comigo na jornada: a terra e a água. A terra me sufocou, me vi enterrada. Mas isso de forma alguma me causou medo, pois já vivi isso em carne, e sei o quanto é honroso se entregar para a terra, como uma forma de retornar ao Útero da Mãe e renascer. Porém, de forma súbita me encontrei no mar e estava afogando o que me fez desesperar. Inclusive retornei ao corpo físico afogando em minha própria saliva.
Seria uma representação de afogar naquilo que não consegui engolir?
Diário Aromático (5)
A busca do óleo essencial da minha essência:
Teoricamente o último post sobre o tema seria o último em definitivo da série 'Diário Aromático'. No entanto foi sugerido pela docente que cada aluno identificasse qual é o seu aroma de tipo, ou seja, qual óleo essencial está intimamente ligado à nossa personalidade, uma energia que se mantém, independente do período da vida que estamos e os processos que estamos enfrentando.
Teoricamente o último post sobre o tema seria o último em definitivo da série 'Diário Aromático'. No entanto foi sugerido pela docente que cada aluno identificasse qual é o seu aroma de tipo, ou seja, qual óleo essencial está intimamente ligado à nossa personalidade, uma energia que se mantém, independente do período da vida que estamos e os processos que estamos enfrentando.
Resgatando todos os saberes, percebi que é quase impossível identificar qual é o meu 'aroma de tipo', pois cada um dos óleos trabalham determinados campos da minha existência. Mas essa foi uma missão dada que deveria ser cumprida, afinal, buscar o aroma que mais nos identificamos é uma jornada para dentro de nós mesmos.
Lembro que entre todos os aromas experimentados em aula, além de Ylang Ylang, um que me chamou grande atenção foi o de Funcho (Foeniculum Vulgare) e me senti intimamente ligada a ele. Os aspectos sutis que ele desenvolve é a comunicação e a capacidade de se expressar plenamente através da fala, a superação da vergonha e timidez, hieginiza a mente e também permite se orgulhar de seus próprios êxitos.
O engraçado é que não é um aroma que lembre qualquer aroma que eu exale tanto naturalmente, quanto por escolha de perfumes. Mas me identifiquei com o simbolismo do óleo e percebi que não é algo que apenas eu identifique: minha ex companheira, quando estava fazendo interagências com a naturologia, escolheu a partir da sugestão da naturóloga um aroma que lembrasse a mim, assim fariam um creme que ela usaria no chakra cardíaco sempre que sentisse saudade. E esses dias, mexendo em cremes reencontrei esse preparado para ela e o aroma era justamente o de Funcho.
O fato é que agora quem usa o creme sou eu e a sensação é tanto de me conectar com essa pessoa que soube tanto de mim e me viu crescer, como me conectar comigo mesma. Se é realmente meu óleo de tipo eu não sei, mas que tem me ensinado sobre a minha própria essência e voz, isso é uma verdade.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Diário Aromático (4)
Quantos portais do inconsciente estão sendo aberto com a aromaterapia que, no passado, eu imaginava que se tratava apenas 'cheirinhos'. Porque eu já havia interagido muito com essências e não via tantas mudanças energéticas e mágicas, mas com Óleos Essenciais ainda não tinha tido a experiência: e definitivamente, faz toda a diferença. Bem, a começar que tenho entendido outros seres em suas posturas e valores de uma maneira muito mais ampla, mas mais do que isso, tenho realmente me conhecido, me entendido, perdoado e fortalecido. E é sobre autoentendimento e força/firmeza que quero falar hoje, a partir dos óleos Bergamota e Olíbano, além de trazer esse experiência momentânea da Sálvia - neste momento em que escrevo, é a Sálvia que está a me mostrar seus mistérios.
Bergamota - O resgate da felicidade
Aspectos sutis: Óleo da felicidade | Auxilia a desenvolver a fé e a confiança | Transforma o medo desconhecido e a sensação do choque | Desenvolve proteção áurica | Fé x Ateu | É o OE mais indicado para a depressão e conseqüente baixa imunidade | Estabiliza o emocional | Ajusta o ambiente externo ao interno e vice-versa.
Percepções pessoais: A Bergamota chegou em minha vida em um momento em que eu estava completamente afundada na depressão e falta de energia vital. Eu estava tão sem energia que foi necessário que colegas viessem até mim tentar me reanimar. Foi assim que entrei em contato com a Bergamota que, após o teste olfativo o OE recebendo a nota 9,5, comecei a interagir com esse aroma. E, sinceramente, acho que esse óleo essencial foi o que fez eu acreditar no poder dos óleos essencias, pois o resultado foi imediado. Claro que todos os problemas não desaparecem de uma instante pra outro, mas a felicidade ressurgiu em meu peito como uma pequena chama na lareira, trazendo cuidado, aconchego e ressurgir do bem estar interior.
Olíbano - O caminho espiritual
Aspectos sutis: Óleo do caminho espiritual | Divino | Desperta o Eu Superior e o sagrado dentro de nós | Paz | Auxilia a ouvir a voz incessante do coração | Fortalece contra as adversidades da vida | Rompe os vínculos do passado, tendência a viver no passado em vez do presente | Eu Inferior x Eu Superior | Feridas que insistem em ficar abertas | Mágoas e ressentimentos | Neutralizar o que destrói: doenças auto imunes | Óleo do angustiado, sufocado, apertado | O que é sagrado para você?
Percepções pessoais: Para falar sobre o olíbano, é necessário falar que marcar a pele é um ritual antigo que nos permite expandir a consciência durante o processo. É o ato da entrega e da transformação através da dor, pois quando um rito termina nunca mais somos os mesmos. Mudamos a pele, sim, mas mais do que isso algo modifica em nossa essência. Pois o símbolo que agora se carrega soma poder ao nosso espírito e muitas vezes nos (re)conecta à nossa sabedoria ancestral. A cada rito, a cada marca, a cada símbolo mostramos ao mundo e a nós mesmos quem somos na realidade, mostramos nossa individualidade, nosso poder pessoal e a medicina sagrada que viemos doar à Terra. E como eu tive essa percepção? Com o olíbano, o óleo essencial que transformou o marcar da pele em um rito, que abriu portais de consciência, que fez com que minha visão expandisse, que permitiu passar o longo processo de uma tatuagem ancestral Hand Poked firme, consciente do meu poder e conexões astrais. Foi através desse óleo e desse rito que aprendi o que significa se entregar, transformar, morrer para transmutar.
Sálvia - A clareza sobre os sonhos e desejos pessoais
Aspectos sutis: Óleo da Clareza | Transforma a sensação da “vida em preto e branco”. Vivenciado muitas vezes por mulheres que desistiram de si e da vida | Óleo da adolescência | Sonho x Realidade | Expectativas/ projeções /idealizações x realidade fria | OE da mulher e da menina, o desabrochar do feminino | Menina melancólica | Resgate da mãe na mulher | Não quer crescer, desenvolvimento tardio | Corpo precoce, alma de criança | Conflitos femininos ou abusos | Menina que cria castelos e vê o mundo cor de rosa | Busca fugir das pressões; Fuga da realidade | Pai ausente, frágil, imaturo | Perda da sensibilidade na mama | Mulheres desprovidas de cuidados pessoais | Mente obsessiva, pensamentos descontrolados, stress | Opta por dias de ilusão até que algo a repreenda para o real significado da vida | Acalma , dissipa ilusões libera a inspiração e a criatividade | Depressão, pânico, paranóia, histeria, culpa, tensão nervosa, stress, perdas, impulsos emocionais; falha na vida afetiva gerando sexualidade problemática | Vulnerabilidade mascarada | Convive com sentimento de desilusão , esperando que alguém lhe dê um suporte | Oscila entre felicidade momentânea e amargura | Tormentos existenciais: busca da verdade | Desenvolve força interior e renova a confiança | Restaura a paz e o bom humor | Fertilidade.
Percepções pessoais: Esse óleo essencial tem tantas características que fica difícil de definir em que parte da minha vida e qual das potencialidades dele é que estão sendo trabalhadas. No entanto, posso considerar que estou com uma certa alergia no corpo - o que me faz pensar sobre o que o meu corpo, meu eu, não está aceitando. Mas, vejo que estou um pouco mais disposta a buscar novos saberes, como é o caso da Magia do Caos. E não me estranha me interessar sobre isso logo agora, pois o arquétipo que esse óleo carrega é da nossa Grande Mãe Gaia e foi ela a primeira a surgir do Caos Universal.
Bergamota - O resgate da felicidade
Aspectos sutis: Óleo da felicidade | Auxilia a desenvolver a fé e a confiança | Transforma o medo desconhecido e a sensação do choque | Desenvolve proteção áurica | Fé x Ateu | É o OE mais indicado para a depressão e conseqüente baixa imunidade | Estabiliza o emocional | Ajusta o ambiente externo ao interno e vice-versa.
Percepções pessoais: A Bergamota chegou em minha vida em um momento em que eu estava completamente afundada na depressão e falta de energia vital. Eu estava tão sem energia que foi necessário que colegas viessem até mim tentar me reanimar. Foi assim que entrei em contato com a Bergamota que, após o teste olfativo o OE recebendo a nota 9,5, comecei a interagir com esse aroma. E, sinceramente, acho que esse óleo essencial foi o que fez eu acreditar no poder dos óleos essencias, pois o resultado foi imediado. Claro que todos os problemas não desaparecem de uma instante pra outro, mas a felicidade ressurgiu em meu peito como uma pequena chama na lareira, trazendo cuidado, aconchego e ressurgir do bem estar interior.
Olíbano - O caminho espiritual
Aspectos sutis: Óleo do caminho espiritual | Divino | Desperta o Eu Superior e o sagrado dentro de nós | Paz | Auxilia a ouvir a voz incessante do coração | Fortalece contra as adversidades da vida | Rompe os vínculos do passado, tendência a viver no passado em vez do presente | Eu Inferior x Eu Superior | Feridas que insistem em ficar abertas | Mágoas e ressentimentos | Neutralizar o que destrói: doenças auto imunes | Óleo do angustiado, sufocado, apertado | O que é sagrado para você?
Percepções pessoais: Para falar sobre o olíbano, é necessário falar que marcar a pele é um ritual antigo que nos permite expandir a consciência durante o processo. É o ato da entrega e da transformação através da dor, pois quando um rito termina nunca mais somos os mesmos. Mudamos a pele, sim, mas mais do que isso algo modifica em nossa essência. Pois o símbolo que agora se carrega soma poder ao nosso espírito e muitas vezes nos (re)conecta à nossa sabedoria ancestral. A cada rito, a cada marca, a cada símbolo mostramos ao mundo e a nós mesmos quem somos na realidade, mostramos nossa individualidade, nosso poder pessoal e a medicina sagrada que viemos doar à Terra. E como eu tive essa percepção? Com o olíbano, o óleo essencial que transformou o marcar da pele em um rito, que abriu portais de consciência, que fez com que minha visão expandisse, que permitiu passar o longo processo de uma tatuagem ancestral Hand Poked firme, consciente do meu poder e conexões astrais. Foi através desse óleo e desse rito que aprendi o que significa se entregar, transformar, morrer para transmutar.
Sálvia - A clareza sobre os sonhos e desejos pessoais
Aspectos sutis: Óleo da Clareza | Transforma a sensação da “vida em preto e branco”. Vivenciado muitas vezes por mulheres que desistiram de si e da vida | Óleo da adolescência | Sonho x Realidade | Expectativas/ projeções /idealizações x realidade fria | OE da mulher e da menina, o desabrochar do feminino | Menina melancólica | Resgate da mãe na mulher | Não quer crescer, desenvolvimento tardio | Corpo precoce, alma de criança | Conflitos femininos ou abusos | Menina que cria castelos e vê o mundo cor de rosa | Busca fugir das pressões; Fuga da realidade | Pai ausente, frágil, imaturo | Perda da sensibilidade na mama | Mulheres desprovidas de cuidados pessoais | Mente obsessiva, pensamentos descontrolados, stress | Opta por dias de ilusão até que algo a repreenda para o real significado da vida | Acalma , dissipa ilusões libera a inspiração e a criatividade | Depressão, pânico, paranóia, histeria, culpa, tensão nervosa, stress, perdas, impulsos emocionais; falha na vida afetiva gerando sexualidade problemática | Vulnerabilidade mascarada | Convive com sentimento de desilusão , esperando que alguém lhe dê um suporte | Oscila entre felicidade momentânea e amargura | Tormentos existenciais: busca da verdade | Desenvolve força interior e renova a confiança | Restaura a paz e o bom humor | Fertilidade.
Percepções pessoais: Esse óleo essencial tem tantas características que fica difícil de definir em que parte da minha vida e qual das potencialidades dele é que estão sendo trabalhadas. No entanto, posso considerar que estou com uma certa alergia no corpo - o que me faz pensar sobre o que o meu corpo, meu eu, não está aceitando. Mas, vejo que estou um pouco mais disposta a buscar novos saberes, como é o caso da Magia do Caos. E não me estranha me interessar sobre isso logo agora, pois o arquétipo que esse óleo carrega é da nossa Grande Mãe Gaia e foi ela a primeira a surgir do Caos Universal.
Da série de posts sobre o Diário Aromático esse é o último. Nem parece que já passamos por uma jornada de aprendizagem e conexão com 28 óleos essenciais que tanto nos transformam. Evidentemente nem todos foram descritos aqui, pois a proposta é de realizar a descrição dos que interagimos mais intimamente. Mas confesso que a experiência foi tão interessante que talvez eu continue escrevendo aqui sobre essa jornada tão intensa - cada semana é um processo diferente -, transformadora, eficaz e extremamente curadora!
Jornadas Xamânicas (3)
Entrar na montanha para descobrir seu Animal de Poder exige coragem, pois nunca sabemos o que iremos avistar. Eu já conheço meu animal, uma puma linda, e estou em busca dos meus animais guardiões. Na vivência do cair do precipício veio o Golfinho como animal guardião da água e sou grata por essa medicina. Mas e os outros? Entrei na montanha, me entreguei à ela e quando percebi eu era a própria montanha. Senti todo o peso e força da terra, senti as árvores brotarem em mim, senti e visionei animais caminhando e pairando em meu corpo templo: uma coruja que sobrevoava em meu céu, uma serpente negra que rastejava, um urso que a cada passo a terra estremecia, um peixe alaranjado que nadava pelos rios. E de fato eu senti a energia do rastejas, a força dos passos firmes, a vontade de voar ou de me deixar fluir. O fato é que, eu sinto que esses animais de dizem algo. São eles meus guardiões de portais? Estou mais próxima de descobrir meu totem? Caminhar sozinha, torna a jornada mais lenta, mas ensina muito sobre autoconfiança. Afinal, quem saberá agora, além de mim, a força que me acompanha? De qualquer forma não fui esperta o suficiente para realizar a mesma pergunta que fiz quando estava no mar 'algum de vocês é meu animal de portal?', pois fiquei tão grata pela imagem, tão encantada pela sensação, que não racionalizei. De qualquer forma sinto que estou mais perto, sinto que novamente as portas de outrora abertas, estão novamente se abrindo para mim. Gratidão Grande Espírito, Gratidão Mãe Gaia.
domingo, 8 de outubro de 2017
Diário Aromático (3)
A Aromaterapia nunca tinha despertado
realmente meu interesse, pois por mais que eu já tenha lido vários artigos e
livros sobre o poder dos aromas, ainda assim minha pré-concepção me dizia ‘são
só cheiros’. E de fato são cheiros milagrosos, terapêuticos e 100% eficazes –
comprovado cientificamente! Mas eu só descobri isso a partir das aulas de
Aromaterapia que são ministradas na Unisul e, como sabem, a cada semana
interagimos intimamente com um Óleo Essencial (O.E) específico, pois assim além
de estudarmos sobre as características do O.E, também experimentamos seus
efeitos em nós. O fato é que os aromas inalados nas últimas semanas mexeram
muito comigo e por esse motivo, vou tentar recuperar o tempo perdido e falar de
três óleos de uma vez: Patchouli, Cipestre e Manjerona.
Bem, eu estava em tratamento com
Gerânio e com a chegada da Primavera eu soube, dentro de mim, o quanto eu
precisava me sentir amada, o quanto eu precisava sentir amor. Pois eu, como boa
pisciana, sem amor é como peixe sem mar, morro em desespero e asfixia. E acho
que é exatamente assim que estava me sentindo e ainda me sinto: desesperada e
asfixiada, pedindo desesperadamente que alguém me águe, que o meu amor retorne.
Mas esse amor não me aguando, me deixando assim seca, se eu não me permitir
receber o oceano de emoções de outro alguém é possível que ao voltar, se voltar
– porque já desacredito nisso – me encontre morta. Isso foi o que o Gerânio me
fez acessar, mas logo depois, veio o Pachouli ...
Aspectos sutis: Óleo do
Amadurecimento | Transição do jovem para o adulto | Auxilia na conscientização
dos próprios limites | Traz consciência corporal | Atua nas emoções profundas
ligadas as intenções sexuais| Tolerância X Irritabilidade | Ancora e estabiliza
a mente nervosa e preocupada.
Percepções
pessoais: Eu tive uma companheira por quase 7 anos e ainda é muito difícil pra
mim dizer ‘tive’, porque dentro de mim ela vive, ela habita. Mas companheira, como ela mesma me explicou,
significa compartilhar o pão, a vida, as histórias e, infelizmente, isso já faz
um bom tempo que não fazemos. E, bem, foi com essa percepção, somada ao desejo
de se sentir amada novamente, que eu disse ‘chega’. A cada mês que passa eu me
sinto gestando uma mentira, uma ilusão que só cresce, além dos sentimentos de
solidão e sofrimento que são meus piores demônios. A cada mês que passa e que
eu não tenho nenhuma, NENHUMA orientação de sim ou de não, me sinto mais louca.
Porque ela foi, mas as roupas ainda estão no lar que criamos juntas, toda a
decoração lembra ela e tudo o que pensamos/planejamos, o nosso quarto ainda tem
o cartaz de que me ama em todas as línguas. Isso é uma tortura diária, mas
mesmo assim, no meu desejo, no meu sonho, quando ela voltasse estaria
exatamente como ela deixou, ela retornaria ao lar que criamos juntas. Mas não,
a cada dia que passa me sinto suspensa, me sinto perdida, me sinto absurdamente
mal. Daí eu mandei, no ápice da ação do Patchouli, uma mensagem dizendo que eu
não aguentava mais, que estava me sentindo mal, tava me sentindo injusta comigo
mesma não me deixando me abrir pro novo. E porquê? Porque eu projetei que em
algum dia ela retornaria, mas sinceramente, olhando nosso histórico com uma
frieza, quase nunca isso ocorreu, nem no ponto mais alto da paixão, porque ela
faria isso agora? Reconheci o meu
limite, porque eu realmente não consigo mais ficar nessa situação – e deuses,
preciso inalar Patchouli diariamente, pra ter firmeza diante dessa constatação,
porque eu sinto que se ela dissesse ‘sim’ eu diria ‘vem/vou’.
Aspectos sutis: Óleo
Consolador – fortalece nos momentos de ruptura | Símbolo da Morte e
Renascimento | Trabalha o Medo de morrer | Trabalha todos os tipos de perdas, luto
e morte | Luto em vida; dificuldade de dizer adeus, corte de relacionamentos: deixar
ir, enterrar | Auxilia na transição | Vida X Morte.
Percepções
pessoais: NUNCA INALE CIPRESTE QUANDO ESTIVER TENDENDO À DEPRESSÃO, sério. A
confusão mental e emocional que tem me feito companhia diariamente não reagiu
bem com esse O.E, pois ao contrário de saber lidar com as perdas, mais eu me
desesperava diante delas, por mais que ele fale de vida, eu estava flertando com
a morte. E, sinceramente, não falo da morte simbólica. Eu realmente surtei e
foi instantâneo, pois no mesmo dia que tive contato com esse Óleo eu pensei em
mil formas de fazer uma bobagem, eu fiquei completamente fora de mim e por mais
que agora eu esteja um pouco melhor, pois corri para os braços da mãe e da
irmã, ainda me sinto um pouco fora do eixo, me sinto com medo da morte e ao
mesmo tempo querendo encontrá-la – em todos os níveis que isso possa significar.
Aspectos Sutis: Óleo da aceitação | Trabalha a carência | Atenua a tristeza pela perda ou separação; traz alegria para o coração partido | Auxilia na transformação do luto e das perdas | A dor não é expressa nem por lagrimas, palavras, mas enclausura o sofrimento, enrijece as lagrimas, petrifica e cristaliza | Trabalha a necessidade de reconhecimento e aprovação | Encapsulado X Compulsivo | Erva do desconforto e emoções distorcidas, gerando frieza e debilidades físicas | Auxilia as pessoas que tem a tendência a tristeza e a indolência, morosidade, apatia, insensibilidade |Acalma o esquentado por dentro, ardente e inflamado – perfil causadores de conflitos, bélico, apaixonado | Estabelece a confiança nos relacionamentos afetivos e sociais | Pessoas que estão sempre suspirando | Para aquelas pessoas que enterram os sentimentos em vida (sublima) | Tristeza e dor no coração, desgosto, sentimento de privação real ou imaginaria, refugia‐se evitando o afeto e o calor – tende a ser só, desamparada | Para aquelas pessoas que dizem ser uma rocha.
Percepções
pessoais: Evidentemente, depois de tantas coisas sentidas, eu preciso de algo
que me firme. E a manjerona se apresenta nesse momento e é com ela que estou
fazendo meu processo de tratamento aromático. Sinceramente, ainda não senti
todas essas possíveis transformações que esse óleo ocasiona, no entanto me
sinto em Off, meio desligada, não sentindo tanto. Bem, só o fato de eu não
estar com pensamentos suicidas já representa uma grande melhora, mas eu de
verdade gostaria que tivesse sido tão imediato os efeitos como os outros, como
eu gostaria de ter diminuído minha tristeza e curado o coração ferido. Mas não,
ainda não, afinal não dá pra pular etapas do luto, só dá pra tornar mais
suportável ultrapassá-las. Eu hoje estou em Porto Alegre, vim pelo colo da mãe
e irmã, mas confesso que uma parte minha desejava ganhar outro colo também.
Mas, embora eu esteja escrevendo todas essas palavras com um choro preso –
sublimado – por dentro, me vejo mais tranquila com o que acabou. Afinal,
companheira é dividir o pão, e já não estou dividindo nada, nem as lágrimas. É
um pouco cruel imaginar que, a pessoa que eu mais amo, mesmo sabendo dos
processos que estou passando, me evita, me finda em seu coração. Ta na hora, eu
sei que tá na hora, de eu fazer isso também.
Sem dor, só com a
gratidão de tudo o que foi vivenciado.
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