segunda-feira, 14 de agosto de 2017

'Somos seres inacabados'

Segunda Feira, dia 14 de agosto, logo pela manhã a primeira disciplina é de Bioética: o entendimento de ser ético com todas nossas relações, com todos os seres com que interagimos. Somos seres inacabados, socialmente em formação e em constante transformação e crescimento.
Mas para crescermos é necessário interagir com o outro, sentir com o outro, sonhar com o outro. É esse contato com novas formas de pensamentos que nos permite avançar, modificar, sair de padrões antigos. Nessa hora me coloco em questionamento de quantas vezes já me transformei apenas com o interagir com uma única pessoa que me formou, me moldou, produziu parte do meu ser. E é lógico, essa mudança tão forte não foi apenas em mim, pois tudo é rede, tudo é  vibracional, tudo ressoa. 
'Somos seres inacabados', é a afirmação que mais escuto nessa manhã e ao invés de fazer anotações como uma aluna aplicada, estou aqui escrevendo sobre a única coisa que entendo nesse momento: não me sinto inacabada, sinto-me acabada, fragmentada, reprimida.  No entanto, é importante se expressar, é importante perceber que não estou só, afinal todo ser é social e uma hora, talvez amanhã, talvez daqui alguns anos, vou acordar e perceber que posso crescer com o relacionar com outras pessoas. E, eu espero, que a pessoa que até aqui me moldou como barro, também possa florir. E, também, que com suas teias de aranha que é símbolo de sua força possa tecer relações mais saudáveis. 'Somos seres inacabados' e isso, agora, me ressoa como uma força de esperança. Assim espero, pois é doloroso demais sentir-se no ponto final da viagem.

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