terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sobre a questão do Equilíbrio

Nessas duas últimas semanas, venho experimentando um sensação diferente de auto-conhecimento. Uma auto-crítica reveladora temperada com teorias, curso e vivência. Venho observando com o auxílio de alguns fatos novos que estão ocorrendo em minha vida, a questão do equilíbrio inexistente em mim.
Sinto que a minha consciência em relação à essa questão com o passar dos anos, foi sendo extinguida. Resultado possível da manipulação causada pela energia política-social-religiosa mal utilizada que, sufoca, castra, maltrata, molda e doutrina. Pois uma das formas de manter fiéis na linha é fertilizando na mente de cada indivíduo a idéia do medo que provém de coisa externas, é claro, mas principalmente do nosso inconsciente. Temos medo de comos agimos, medo do que os outros vão pensar, medo de não ser aceitos social e espiritualmente, e o pior dos medos: o de nos conhecer realmente e não gostar do que vemos. Isso porque estamos direcionados a trabalhar só o lado de luz do nosso ser, esquecendo que nosso 'eu' trevoso, serve justamente para nos manter em equilíbrio e harmonia com a nossa essência.
Faz um pouco mais de uma semana que fui orientada a fazer uma pesquisa sobre os pilares da Maçonaria, sabia algo sobre o assunto, mas como não estava mais 'fresco' em minha mente, resolvi pesquisar mais. O resultado dessa pesquisa foram diversos questionamentos que fiz a mim mesma sobre se a minha postura como um ser humano, pagã e cidadã, estão de acordo com a minha própria essência. Questionei-me o quanto do que eu me limito podem estar fazendo falta para o meu crescimento e a resposta para esse questionamento, foi que sim, isso está mais me prejudicando do que auxiliando.
Depois teve um ritual de sexta feira 13 que foi realizado no Espaço que estou frequentando... o ponto alto da ritualística para mim, foi quando pintamos uma mão de branco e a outra de preto, simbolizando de forma visivel as duas partes existentes em nossa psique: os opostos sagrados e complementares que juntamente conduzem ao crescimento. Mais uma vez, percebi-me questionadora e mais do que isso, querendo explorar sentimentos, situações, rever conceitos e posturas, dos quais por muito tempo deixei trancados em algum lugar dentro de mim. Ou seja, me permitir mais, me libertar mais, ser mais quem eu sou. E isso é uma tarefa dificílima, pois embora minha visão sobre mim esteja mais clara, pois as vendas da alienação sobre isso foram retiradas, sei que ainda assim, é complicado me desvencilhar de algo que é geral e intrínsico na grande parte da sociedade. E por último, iniciou ontem, no mesmo espaço citado anteriormente, uma jornada de reconhecimento da Deusa Lilith, minha Deusa, e essa jornada para mim tem um significado todo especial, pois tenho muito ainda que descobrir sobre Ela, uma energia tão misteriosa... Mas a questão é que consegui REperceber, com a minha retomada de caminho e conscientização de meu poder feminino, que as minhas polaridades não estavam em equilíbrio, pois sempre tentei fugir de questões que não julgava certas. Mas agora, pergunto-me novamente: o que de fato é o certo?
Uma Lei da física - cientificamente comprovada e amplamente difundida, chama-se 'A Teoria da Relatividade', criada por Einstein, basicamente diz que tudo é de fato relativo. Tendo isso como ponto de partida, penso que se na física é dessa forma, coisas do nosso cotidiano devem, de certo, ser assim também. Isso ajuda a deixar repleto de sentido a frase 'o que está em cima é como o que se está em baixo', ou algo como 'o bem de hoje, pode ser o mal de amanhã'. Não sou uma pessoa vingativa e nem pretendo fazer desse argumento algo que justifique minhas possiveis atitudes futuras de má índole, afinal caráter é caráter.  Porque como eu já disse, não gosto de fazer coisas que possam prejudicar outra pessoa (não que eu faça de vez enquando, mas não gosto), e dessa forma, eu evito ao máximo realizar algo de maneira impensada. Mas enxergo nessa questão, um ensinamento de que não devemos ignorar sentimentos subjetivos que afloram no nosso coração de forma forte e agressiva: A raiva, a luxúria, o medo, a inveja, a severidade, entre outras tantas sensações fazem-se necessários para nos conhecermos e crescermos cada vez mais. Afinal, apenas a bondade, compaixão, amor entre outros sentimentos costumeiramente tão 'cultuados' em demasia, como tudo que há, faz mal.
Deste modo, entendo que para caminharmos em direção ao Equilíbrio, precisamos respeitar o nosso lado branco e o nosso lado negro, presente dentro de nós.

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