sábado, 14 de abril de 2012

Um período de mistérios

Já faz algum tempo que quero escrever algo sobre os últimos acontecimentos que estão ocorrendo em minha vida, porém faltam-me palavras e um pouco de energia para conseguir achar um modo de passar minhas interpretações para cá. Isso porquê são tantas coisas ocorrendo ao mesmo tempo que não consigo organizá-las em minha mente.
Creio que desde que assumi para mim mesma, para os outros e para os Deuses que realmente queria prestar provas para os Mistérios e que desejava fazer parte de um novo Coven, meus dias mudaram de uma forma considerável. E por incrível que pareça, apesar das adversidades que ocorreram e algumas que ainda estão ocorrendo, são mudanças extremamente positivas, algo que eu não esperava, sendo que na minha mente de uma criança dando os primeiros passos, era para ser um momento mais complicado, mais escuro e com dor. Porém, pelo menos até então, apesar de tudo estou muito bem.
No ritual de quarta-feira antes do dia de iniciarmos formalmente os Mistérios 2012, a Deusa no qual tenho uma grande afinidade - Lilith, mostrou-se para mim de pé em forma de serpente e lambeu-me a face com a sua língua fria, como forma de beijo, demonstrando carinho e que estaria comigo durante esse período. Foi um momento extremamente especial, apesar do medo enrustido que senti. Depois desse dia, na sexta, demos início a jornada e um grande frio na barrida e uma sensação estranha, porém boa, me fizeram companhia. Eu sabia que depois desse passo, só tenho dois caminhos: ou eu chego onde almejo, ou eu desisto da batalha. E somos guerreiras, somos bruxas, lutamos pelo que queremos. Depois desse dia, soube que um momento único em minha vida tinha começado.
Porém nunca sabemos como vamos reagir e no ritual do sábado (31/03), algo muito íntimo ocorreu: libertei-me, sentia meu corpo livre, minha mente estava vazia e o meu ser estava inteiramente entregue - a Deusa começou a dançar comigo. Seria perfeito demais se eu não tivesse bebido mais do que eu devia naquele dia, e por esse motivo, entrei em uma pequena crise. Pensei que não adiantava ter uma boa conduta se no final, em um dia que eu não estava bem, que bebi tudo o que o meu corpo aguentou, em um dia que eu não estava preocupada em meditar e elevar o meu espírito, em um dia que nem estava prestando muito atenção na ritualística e a única coisa que queria era dançar e beber umas batidas... nesse dia ela dançou por alguns momentos comigo. Obviamente, senti como se tivesse perdido tempo de vida, porque sempre tentei ser uma 'boa pessoa' e me manter na linha, mesmo que as vezes eu quisesse muito algo, mas o meu principal objetivo era sempre ser uma pessoa correta e com bons princípios e, evidentemente, isso acabava fazendo parte de outros setores de minha vida, inclusive a religião. Sim, fiquei puta da cara por um momento que eu estava em descontrole (ou será que a palavra correta seria liberdade total?) e a Deusa se mostrou mais acessível para mim.
Depois do ritual do dia 31, cheguei em casa meio irritada com isso ainda, porém posteriormente mais calma, pudi pensar e perceber isso foi essencial para eu aprender a ter liberdade, e simplesmente me envolver sem esperar algo. E seria hipocrisia da minha parte dizer que não espero que a Deusa que tanto gosto dance comigo, seria mentira se eu não reconhecesse que toda vez que fico em volta do caldeirão eu desejo do fundo do meu coração que algo diferente ocorra. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Rumo à metade escura do ano

Não me lembro quando descobri o significado da palavra 'sazonal', mas o fato é que desde que entrou para meu vocabulário ela se tornou a minha maior definição para os perfis de redes sociais quando tinha o espaço para o famoso 'Quem sou eu'.  Na maioria das vezes eu respondia algo como 'uma pessoa de personalidade sazonal'. E de fato, assim eu sou.
Quando eu era mais jovem, por volta dos 13 aos 16 anos, eu sempre ficava angustiada com a chegada do outono que era o anúncio de que as coisas morreriam, que a terra estaria fraca, que o frio seria tão intenso que congelaria a alma. Tinha medo, pois sabia que de uma certa forma eu me sentiria assim e que se eu não me mantesse forte, me recolheria para uma profundeza e escuridão incrível. E da mesma forma que dos céus verteriam águas inundando toda uma paisagem, dos meus olhos sairiam lágrimas que enxarcariam minha face. A metade negra do ano, era a metade negra de mim, era a certeza que eu iria me deprimir, sofrer, chorar, me sentir extremamente só.
Sempre fui assim, meu aspecto se transformava conforme as estações passavam, uma intensa conexão com a Natureza de forma totalmente inconsciente, sem perceber, que me deixava repleta de vida na metade de luz  e que fazia me recolher a partir das primeiras folhas que caíam. No entanto essa ligação, justamente por não ser consciente, me prejudicava as vezes, pois existia um certo desequilíbrio que adorava me acompanhar. Só com o tempo felizmente eu fui me conhecendo, vendo as minhas fraquezas e os pontos positivos presentes em mim e assim percebi que devia utilizar esse momento a meu favor.
Foi quando eu comecei a vivenciar aos poucos a Antiga Fé e desta forma tudo foi sendo clariado e o que era doloroso se tornou um momento de reflexão, conhecimento e equilíbrio. Hoje, depois de 4 anos comemorando a Roda Pagã, vejo o quanto é sagrado esse momento: Um período iniciado no Equinócio de Outono que por sí só possui a energia do equilíbrio e que é o momento em que colhemos nossos frutos e guardamos as melhores sementes para garantir as plantações quando o sol voltar, o momento de fartura e descanso depois de tanto tempo arando o solo fértil de onde brotaram nossos projetos/desejos e a fase de fazermos um balanceamento de nossas atitudes, enfim um período energético que merece uma especial atenção e que tem por consequência a Grande Deusa entrando em repouso enquanto seu Consorte se prepara para partir para a Terra do Eterno Verão em Samhaim decretando assim, realmente o período sem Luz. 
Hoje eu reconheço o caráter extremamente Divino dessa passagem e a partir disso, me percebo sagrada também. Por mais que saiba que meu humor irá mudar, que provavelmente muitos demônios interiores virão à tona, por mais que eu saiba que ficarei muito mais introspecta que o normal e que dessa forma poderei afastar muitas pessoas, sei que é necessário e eu honro os Deuses por isso, pois Eles fazem eu perceber essas transformações não somento pela janela de meu quarto, mas sim pela janela de minh'alma, dentro de mim, pois eu me transformo e transmuto para que ao chegar da Primavera eu tenha aprendido, e esteja forte, cheia de energia, assim com a Deusa no seu apecto virginal, onde tudo é novo, tudo é vida, tudo é intusiasmo.
Fazem um bom tempo que eu tento me conectar sabiamente com a Mãe e aprender com suas faces, mas esse ano a chegada de Mabon foi especial, diferente, pois nesse momento percebi que a Deusa e minha mestre exigirão muito de mim e que se eu estiver na floresta escura e com muito frio sem poder enxergar nada com os olhos do corpo eu precisarei confiar MUITO e enxergar com os olhos do espírito, sem medo, e vencer, pois essa é a única opção para que eu consiga bilhar e plantas ótimas sementes quando a primavera chegar... No mais desejo a todos capacidade, persistência e superação para vivenciar com plenitude e sabedoria o recolhimento da Terra, o recolhimento da alma! 

Que assim seja, se faça e se cumpra!


segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Uma tarde de múltiplas escolhas

Já fazia algum tempo que sabia que a prova estava marcada para o dia 03/março e eu, embora estivesse ansiosa  suficiente para que tudo o que eu sabia se perder no ar, eu não fiz nada para me preparar: Não estudei o suficiente, não ritualizei, não me conectei com o ar para que os ventos sábios dos silfos viessem até mim, ou seja, não me preocupei. Pra mim, uma seletiva que exigia como conhecimento básico apenas sabbaths, esbaths e elementos estava dada, extremamente fácil, afinal realmente é o que de início é o mínimo que precisamos saber. E eu sabia, ao menos lembrava que em algum tempo da minha vida eu sabia. Mas ao chegar ao local no horário marcado uma sensação estranha se apossou de mim: medo, dúvida, e o enjoo que me acompanhou da metade da semana até o fim  dela, se intensificou. Uma única certeza eu tive nesse momento: devia ter estudado mais, relido, relembrado, encantado a caneta, qualquer coisa que garantisse que eu me sairia melhor no que eu estava me propondo a fazer minutos seguintes, mas não foi o que ocorreu.
Iniciou a seletiva, um momento de tensão comparado a provas de vestibular/concurso público que acredito que estava no interior de todos os presentes, neste momento os mestres da tradição deram as informações necessárias de como seriam a pós-seletiva para os que serão selecionados. Entregaram as provas, abri o caderno com as questões que me deram e  partir daí, me senti de fato em um vestibular da Bruxaria! 
A prova não estava difícil, acredito que a maioria se saiu muito bem nela, mas pra mim foi tão estranho! Parecia que eu não sabia de nada que estavam falando, parecia que o meu raciocínio não estava funcionando e eu, que me julgava passada sem dúvidas, comecei a duvidar disso. Talvez tenha sido nervosismo demais, talvez tenha sido falta de preparo, talvez tenha sido o meu enjoo que me atrapalhou e que fez eu deixar em branco boa parte das questões, talvez tenha sido a prova múltipla escolha que me prejudicou (não gosto de testes assim, estou mais acostumada com as provas dissertativas da Universidade e de fato prefiro dessa forma) ou talvez tenha sido pura prepotência que tenha me atrapalhado. É, creio que tenha sido essa última opção. Sei que errei coisas banais, mas sinceramente, disso eu me relembrei de uma antiga lição: Tenha humildade e só comemore quando realmente ter conquistado o que buscavas. Surpreendo-me as vezes com o quanto eu ainda tenho que viver para aprender a de fato me sentir uma igual em relação aos outros. Pois sei que muitos devem ter ido muitas vezes melhor que eu, pessoas que talvez eu nem 'apostaria'. Mas infelizmente comigo ainda é assim: ou eu me sinto maior, ou me sinto menor. Nunca em paridade. Porquê? Realmente não sei,  talvez um problema psicológico da infância mal resolvido ou um complexo de superioridade/inferioridade maior do que o comum. 
Foi estranho quando saí do local, a maioria das pessoas estavam tão tensas quanto eu, pois de fato a tarde de ontem e o resultado dela é definidor desse ano inteiro e de muitos outros que virão. Mas confesso que até gosto quando eu caio assim, um verdadeiro tapa na cara dos Deuses que me fazem acordar: 'Paciência, calma, persistência, humildade.' Não sei qual será o resultado da seletiva, mas creio que não atingi os 80% que pedem, a resposta chegará amanhã e dependendo ficarei ou muito feliz ou muito triste, no entanto, o mais importante eu já tive como resposta ontem mesmo. Sei que estou em falta com a Deusa já faz muito tempo, ter lido sobre o paganismo e suas ritualísticas para ontem de fato era necessário, mas o primordial era ter vivenciado. Com a vivência o conhecimento sobre o assunto de intensifica e a conexão com os Deuses ficam mais fortes e eu, quanto tempo eu não comemoro uma roda inteira? Quanto tempo eu não faço um Esbath pra Lua? Quanto tempo eu não abro portais? Acho que provavelmente nem possuo mais a ligação que me permitia chamar a força da terra, da água, do fogo e do ar e muito menos os meus companheiros que guardaram por vezes os quadrantes enquanto eu, sozinha no meu pátio, cantava e e ritualizada com os Deuses. Borboletas amarelas, Serpente Negra Prateada, Peixe Multicolorido e meu Tigre, hoje percebo que faz muito mais tempo do que imaginava que não encontro vocês. Sinto saudade.
Sinto saudade da presença deles, mas mais do que isso, sinto saudade de voltar a ter coragem para vivenciar com os seres de outros planos. Quando saí do primeiro grupo do qual eu participei, lembro que fiquei um pouco receosa e fui deixando as coisas para depois, pois tinha medo de não sustentar a egrégora, afinal uma pessoa sustentando é bem mais complicado do que uma dúzia. E daí fui deixando pra depois, até simplesmente nem sentir mais vontade, pois a rotina acabava com a minha energia e não sobrava tempo pra nada. Fiquei por muito tempo tentando ainda mostrar pra mim que isso era algo necessário para o meu ser e dessa forma, como uma maneira de 'consolação' eu lia, muito. Mas depois, nem isso, deixei de pesquisar, deixei de ter vontade de comprar livros, deixei de procurar fontes, deixei de ler livros e dei TODOS que tinha (Exceto dois, muito importantes pra mim). Aos poucos fui me afastando até não sobrar quase nada, pois tudo se foi, só a vontade ficou. E foi essa vontade, a magia da vontade, que me impulsionou a tentar retomar de alguma forma e ontem participar de uma seletiva teórica que permitirá a quem passar a vivenciar os Mistérios.
Ontem eu estava de uma certa forma fora do meu eixo normal e no formulário que pedia que escrevêssemos algo sobre nós/vida mágica/o que achávamos, eu dei respostas curtas, mas teve algo que escrevi que eu reforço aqui: Estou triste é claro pelo o meu desempenho abaixo do que eu esperava, porém eu estou feliz, pois em cada questão que tinham várias opções de respostas para dar, em cada uma uma parte de minha mente pensava sobre o que era questionado e outra viajava, literalmente. E essa viagem me levou a lugares antigos e reviveram situações, mas acima de tudo me mostraram que eu estava vivendo de lembranças! Eu lembrava que sabia e que tinha vivenciado em tal época e por isso não me preocupei em estudar, mas com o rodar da Roda as coisas foram se perdendo e eu nem tinha percebido. As minhas memórias são ótimas, honro e admiro elas, mas agora é hora do novo!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Sobre a importância da unidade

Algumas pessoas que me conhecem sabem o quanto eu já tentei me manter em algum grupo. Sempre foi um desejo grande poder encontrar quem compartilhasse dos mesmos sonhos, pensamentos e crenças que eu, pois desta maneira não estaria mais sozinha e não me sentiria mais a 'louca' da família que simplesmente quis ser a 'diferente' e resolveu acreditar em Deuses antigos.
Em vários Espaços que fui ritualizar ou nos Círculos que tentei entrar, não teve um que eu não tivesse sido bem aceita. Todos sempre me trataram com todo o respeito e atenção que uma recém chegada merece, me mostrando as diferenças de suas tradições em relação às demais. Mas logo depois, eu sentia falta de algo, nunca soube exatamente o que era, mas era algo que me incomodava e me fazia deixar para trás essas pessoas maravilhosas que me estenderam a mão no passado. Cheguei a pensar que o problema era grave, ou que na realidade eu só achava bonito e gostava muito, mas que não deveria ser pra mim, já que eu não me enquadrava em nenhum. Daí lá ia eu, tentar encontrar uma forma diferente de manifestar minha fé: em outra religião, filosofia ou ideologia. Mas logo vinha me visitar o vazio e a sensação de já não ter vida era gigante, pois parecia que estava oca por dentro. Mas daí me questionava: mas se eu sinto necessidade de compartilhar a minha energia com aqueles que amam o mesmo que eu e dançar juntos ao redor do caldeirão, porquê eu não consigo me manter unida a eles?
Uma possível resposta é que talvez eu não me sentisse totalmente a vontade com eles ou que não gostava tanto assim daquelas pessoas. É, isso é um possível resposta. Porém é uma resposta rala e irreal, pois muitos eu falo e sou amiga até hoje e na verdade, não tem nada ver com o fato de gostar ou não das pessoas do grupo, é algo muito além...
Enfim, estou revendo muitas coisas, tentando me reconectar com a Grande Essência que possui milhares de nomes, pois quero me voltar aos Deuses, recuperar o que já perdi, mas não somente isso, pretendo prestar provas dos mistérios Eleusis. E sim, mais uma vez O medo de passar por tudo e desistir depois e mais uma vez me sentir sozinha, ou pior, duvidar novamente que esse é o caminho que devo seguir era grande, porque por mais que me sentisse bem em ritualizar com as pessoas que frequentam o mesmo espaço que eu estou indo, eu já senti isso antes... porém ontem, algo foi diferente e fez com que eu entendesse o porquê de eu não ter permanecido nos grupos anteriores.
O que eu senti ontem, na última música que tocou, 'Cante para a Mãe Terra', antes de apagar o fogo do caldeirão, foi simplesmente mágico. A maioria dos que participaram do ritual já havia voltado para suas casas e ficamos só nós 5 lá, cantando e honrando os Deuses. O que me fez enxergar o que ainda não tinha visto é a coisas mais óbvia (em teoria, já que a frase 'em perfeito amor e em perfeita confiança' já é bem conhecida dos que seguem os Deuses), mas que em prática, só ontem que percebi, eu não tinha experimentado antes. Eu até pensei que já tinha sentido isso em plenitude com outras pessoas, mas ontem, como se um véu saísse dos meus olhos, percebi que foi a primeira vez. Primeira, mágica, única, especial, vez.
Inspiramos, expiramos, suamos, cantamos,  dançamos, rimos, tudo em sintonia e em contato com a Grande Deusa, que dançava junto conosco. Quase como uma coisa só. E um misto de gratidão por estar sentindo o que senti, felicidade e ao mesmo tempo, sem saber reconhecer o que de fato de passava, invadiu o meu corpo. Unidade. Um corpo, uma fé, um objetivo, um amor. O perfeito. E agora eu me sinto mais feliz, mais em paz, mais em família, mais confiante de que agora encontrei o que há tanto tempo estava procurando e acreditando que como ontem, muitas outras vezes iremos compartilhar a magia que se fez. Não preciso citar nomes, as pessoas que eu falo saberão que são para elas. Gratidão por me mostrarem o quanto é importante confiar, entregar-se, sentir-se não uma pessoa com outras pessoas ritualizando e sim uma pessoa  ritualizando, pois do mesmo modo que se algo em meu corpo não estiver bem nada estará, o oposto também é real: Sendo uno, sentimos o Todo e assim, nossos voos são bem mais altos, nossas magias bem mais fortes.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Alguns Demônios dos quais já me libertei

Resolvi compartilhar aqui, um poema que escrevi no dia 09/agosto/2008, quando tinha 17 anos. Ele me ajudou atenuar muito do que me causava desconforto naquela época. Hoje, são Demônios novos, mas sempre me mantenho na luta para vencer essa batalha interior. Persistência, sempre.

Morte aos demônios!

Angustia que não sei controlar
algo está prestes a acontecer,
e eu não tenho idéia de como fugir disto

Existe alguém sussurrando ao meu ouvido:
'Desista, você não vai conseguir.
Disperdiçou o seu tempo,
agora é tarde demais.''

Não sei o que é,
mas sinto, é algo que vai mudar o percurso de tudo
e eu, não terei mais como me encontrar

Sufocamento, que me faz sentir morta
é tão ruim não ter liberdade,
nem para respirar

Tristeza, que está deixando os meus dias mais sombrios
Sáia da minha vida,
não estou mais conseguindo aguentar

Solidão, me deixa tão vazia
tão impotente,
preciso ter com quem compartilhar

Quero exorcizar isso de mim
São sentimentos que não quero que me façam mais companhia
Eu não preciso mais vocês
Foram úteis, mas agora VÃO EMBORA!

Odeio vocês,
não podem possuir o meu corpo
Ele não é de vocês
Ele ME pertence
Pertence aos meus comandos

O que vocês querem, eu não vou realizar
O que vocês falarem, não vou escutar
O que vocês me mostrarem, não irei enxergar

Estou cega, surda e muda pra vocês
Não terão mais espaço na minha vida
Saião daqui!

Vão se jogar em um precipício
Vão procurar as suas distruições
Morram de uma vez, não suporto mais isso.

Estão me perseguindo
Estão por todo lugar,
mas eu sei como superá-los, infelizes!

Aos olhos nús,
Quase ninguém os percebe, acham puros e inocentes
Mas eu não me engano com suas aparências doces

E eu sei, estão ao me lado ainda
Os meus demônios, ainda querem me ter,
só que eu não vou deixar
Laiofhartiahain.