Inevitavelmente o fim chegou. Por mais que eu me esforçasse para colar todos os cacos - meus e dela - e manter tudo no lugar, um movimento em descuido faz com que tudo desmanche novamente. Em março ela voltou, mas em abril mais uma vez ela se foi e dessa vez eu sinto a força do 'pra sempre'. Acho que não tenho mais energia, pois sinto que tudo o que tinha que ser feito eu fiz, mas depois de tantas coisas ditas, mesmo sendo forte seria difícil ficar.
Mesmo assim, existe uma gota de esperança em todo o deserto e isso me faz ficar à espera, imaginando um dia a sua volta, imaginando que com o 'tempo' que ela sempre quis ela perceba a minha falta, esperando que com a distância ela sinta a mesma coisa que eu: que nosso amor é mais. Mas, sinceramente, eu vejo o quanto estou me iludindo.
Pois estou de férias e dessa vez não teve conversa durante a viagem pra saber se tá tudo bem, não teve a casa dela como o primeiro lugar de parada, não teve mínimo contato, não recebi o seu olhar e abraço ao chegar à cidade - porque mesmo quando a gente 'não estava' ainda assim era assim. Hoje é solidão total e é extremamente louco estar nessa cidade e saber que não somos mais um par. Essa consciência que está me pirando e hoje me sinto completamente doente, pois não superar e entender o fim é algo patológico. Mas antes eu tinha esperança, agora só resta uma gota e eu sinto que quando ela evaporar, assim como as pétalas de rosa de A Bela e a Fera, eu me perderei porque eu realmente não vejo mais sentido em tudo.
As vezes me vejo escrevendo mensagens enormes pedindo que ela me fale, sem dó nem piedade, que ela não sente mais absolutamente nada por mim, que está com outra, que nunca mais quer me ver. Eu imagino que com a resposta 'clara' eu vá conseguir superar mais rápido, me desprender dela. Mas dai me lembro que isso já foi dito e que mesmo assim estou ainda aqui querendo ficar na história de alguém que já até trocou os personagens de seu enredo.
Eu to doente.
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