terça-feira, 28 de junho de 2016

Capítulo I

*Capítulo de apresentação pessoal da Obra Guardiãs da Mãe Terra: O Despertar do Sagrado Feminino.*


O CAMINHAR COM A DEUSA
UM CAMINHO DE INDIVIDUAÇÃO


 Eu, que sou a beleza do verde sobre a terra, da lua branca entre as estrelas,
do mistério das águas e do desejo no coração dos homens, falo à tua alma:
Desperta e vem a mim, pois sou Eu, a alma da própria natureza,
que da vida ao Universo'.(O mandamento da Deusa)

A obra Guardiãs da Mãe Terra: O despertar do Sagrado Feminino é resultado de um caminhar longo com a Deusa que transcende vidas. Posso afirmar que sinto que há muitas existências estou nesse servir, mas que nesta eu reencontrei a trilha que me leva até o seio da Grande Mãe onde bebo e me nutro.
Na minha infância sempre me senti sozinha. As condições financeiras da minha família nunca foram favoráveis e após o rompimento da minha mãe com um relacionamento abusivo a situação piorou ainda mais. Assim fomos morar minha mãe, irmã e eu com a minha avó e lá tivemos que nos habituar com uma nova realidade: minha mãe, até então muito presente com suas histórias, colo e doces, começou a trabalhar fora e saía muito cedo de casa e voltava muitas vezes tão tarde que nem nos víamos, pois minha irmã e eu já estávamos dormindo. Crescemos nessa realidade onde a mãe já não se fazia mais presente, a avó possuía o arquétipo castrador e a solidão era a companhia. Eu me sentia responsável por minha irmã mais nova e procurava dar toda atenção necessária à ela, no entanto, a atenção que eu necessitava não recebia. Assim,  meus ‘amigos imaginários’ perduraram mais tempo que de costume para essa fase e comecei a acreditar em uma outra Mãe, uma que estaria comigo sempre me cuidando, me olhando e me orientando.
A ideia de uma Mãe Superior passou a fazer ainda mais sentido quando aos 11 anos fui incentivada a participar do curso de Catequese da Paróquia Santo Antônio, em Porto Alegre. Os encontros eram todos os sábados e quando iniciamos o estudo do primeiro livro do Antigo Testamento – Gênesis – algo despertou fortemente em mim. Neste livro, logo no primeiro capítulo, é dissertado que ‘Deus fez o homem a sua imagem e semelhança’. Minha mente pura e infantil logo questionou à professora: ‘se Deus fez o homem a sua imagem e semelhança e Deus é homem e fez tudo que existe, então o homem por si só não deveria ser capaz de ter filhos? Se existe a mulher para ser mãe, não deveria então existir uma forma de mãe? Deus pai e Deusa mãe?’ Evidentemente, recebi uma resposta tão vaga que nem me lembro mais. O que lembro é que não me senti convencida e, a partir daquele instante, acreditei firmemente na existência da ‘Deusa’. Percebo hoje que o entendimento da inconsistência do livro de Gênesis devido a falta do feminino foi o primeiro sopro que minha Mãe proporcionou à minha consciência que aos poucos se despertaria.
Aos doze anos ingressei na sexta série e fiz amizade com um garoto de outra turma e através desse encontro escutei pela primeira vez sobre a existência efetiva da Deusa. A mãe deste amigo apresentava-se como bruxa e acreditava, assim como eu, na Deusa Mãe. Conhecer essas pessoas foi essencial no meu desenvolvimento da infância para a adolescência, pois pela primeira vez me senti parte de um clã, onde eu poderia ser quem eu era verdadeiramente e expor o que acreditava sem receio.
Porém o período dos doze aos quatorze anos foi bastante sombrio. As dificuldades agravaram-se na minha família e eu aos poucos fui tomada por toda a escuridão gerada por cada membro da casa onde morava. Neste período vivenciei a depressão e se não fosse acreditar na Deusa, não teria superado essa fase. Lembro-me das infinitas vezes que, com o choro beirando ao desespero, segurava a imagem de Virgem Maria olhando para a lua pedindo sua força e proteção. Lembro-me também como eu me sentia desolada nas muitas vezes que julguei não estar sendo escutada. Mas a Deusa sempre caminhou ao meu lado e me orientou nos períodos mais difíceis e escuros – mesmo que, com o passar dos anos, na época eu não fosse mais capaz de perceber essa proteção.
Desta forma, aos 15 anos eu já havia deixado de acreditar na Deusa. Não existia Grande Mãe, não existia quem me cuidasse, não existia amor. Pois, afinal, se existisse porque ela teria me deixado sofrer tanto? Passar frio e fome? Sofrer abusos? Foi quando iniciei o ensino médio e conheci novas pessoas que estimularam meu desenvolvimento espiritual. A primeira pessoa que conheci era um verdadeiro ‘vampiro’ energético pelo qual me apaixonei. O sentimento que ele despertou em mim me acordou, me fez sentir algo bom novamente, mas também me fez temer. Sabia que era uma pessoa da qual era necessário me defender e isso me fez lembrar um tempo que acreditava na Deusa, em seres mágicos e magias de proteção. Desta forma o pouco que tinha conseguido aprender  no passado através dos livros que pegava emprestado do meu amigo e de sua mãe, eu comecei a usar contra a esse amor ‘vampírico’, pois precisava me proteger energeticamente e espiritualmente. Passei um ano buscando os Saberes Antigos para me sentir segura e esta fase foi especialmente necessária para me reaproximar da Deusa que me guia.
Já aos 16 anos conheci um segundo amigo que me levou literalmente para o caminho consciente e comprometido com a Grande Mãe. Certa vez ele me falou que tinha conhecido o espaço holístico Maktub em Porto Alegre e que neste local iriam realizar um ritual das bruxas. O endereço era muito longe de onde eu morava e como a cidade não era – e agora menos ainda – segura, combinamos de irmos juntos já que o ritual terminaria muito tarde. No dia e local combinado o meu amigo não estava e percebi que se eu quisesse iniciar essa jornada eu deveria fazê-la sozinha. Pensei na escuridão da noite, o quanto é perigoso uma menina vulnerável e me percebi realizando uma lista mental de prós e contras de ir ao ritual. Os prós superaram os contras, pois decidi não ter medo da noite. Naquele ritual – cujo a bruxa que estava direcionando-o tornou-se logo em seguida a minha primeira Mestra - eu me reencontrei, pois era tudo absurdamente familiar: o caldeirão, as mulheres, a dança, as palavras, o canto, a Deusa.
Minha Mestra era uma mulher pequena em tamanho, mas grande de alma. Mostrou-se aberta ao meu despertar intenso e me orientou sempre que possível, mas a Deusa iniciou pessoalmente seu treinamento comigo e sinto que a situação saiu um pouco do controle, tanto para mim quanto para minha Mestra.  Eram visões assustadoras, palavras em línguas antigas, uma força densa que me tomava, era a audição descontrolada e, evidentemente, passei a ter receio do que estava acontecendo.
Lembro então de um dia em que minha primeira Mestra realizou um ritual de proteção, onde o objetivo era buscar nosso Ser Alado Guardião. Como eu já estava bastante receosa pelas situações que estavam ocorrendo, esse dia estava sendo muito aguardado por mim, pois acreditava que iria efetivamente me proteger e, assim, não estaria mais vulnerável. Na ritualista foi realizada uma meditação ativa e todos que estavam presentes encontraram seus Guardiões. No entanto, para mim, foi um ritual muito doloroso: minhas costas começaram a rasgar-se e aos poucos foi surgindo asas negras[1]. E esta imagem que brotou do meu inconsciente proporcionou dores físicas reais: curvei-me em desespero, chorava intensamente, pois não conseguia suportar a dor sentida.
Outro ritual que marcou o princípio de minha da minha trajetória na Tradição da Lua foi um realizado para a Deusa Kali. A intenção desde ritual era o enfrentamento da nossa sombra, para assim despertar a totalidade de nossa psique – encontrar e interagir com o Self[2]. Iria me estender demasiadamente se eu relatasse com detalhes a experiência que tive neste rito, e não é a intenção. O que posso dizer é que nele eu tive mais um contato expressivo com a energia que me guiava e percebi o quanto ela era forte, mas que também poderia ser extremamente nociva.
O que ocorreu depois destas e de outras experiências foi a busca pelo nosso nome de poder, ou nome mágico como também é conhecido: foi a primeira vez que soube da existência de Lilith. Na busca pelo nome apareceu no meu campo de visão a palavra Lilith escrita como bolhas de água no mar e escutei, várias vezes, esse nome. Quando expressei o que tinha visto e sentido, minha Mestra falou ‘entendo agora o que acontece contigo’ e isso despertou minha curiosidade. Mas Lilith há 10 anos não era uma Deusa muito ‘badalada’ e ‘popular’ como é hoje e, ao pesquisar sobre ela, apenas os aspectos sombrios eram elencados. A partir disso, neguei essa força, pois a culpei pelos processos dolorosos que havia tido até ali e decidi que não seguiria mais na Tradição da Lua, pois me fazia mal.
No entanto, não há nada na minha vida que não foi tecido por Ela e, quando iniciamos uma jornada, não é mais possível voltar atrás. Dessa forma, na mesma época, uma amiga que sabia que eu estava precisando de um trabalho me falou que iria me indicar para trabalhar em um espaço holístico como secretária. No dia que fui ao local para fazer a entrevista, a pessoa que me entrevistou eu já conhecia há muito tempo através de sonhos, reconheci aquela face e, desta forma, iniciei um trilhar ao seu lado. Era uma irmã de sopro e com ela aprendi as várias faces de nossa Mãe, um processo recheado de dúvidas, desafios, egos, diferenças, fé, sagrado e despertar.
Eu não queria permanecer no caminho, mas a Deusa  me manteve caminhando e nesta jornada de reencontro aprendi muito com minha irmã. Mas conforme a Deusa me exigia cada vez mais meu desenvolvimento emocional, psicológico, social e, principalmente, espiritual, fui levada a outras terras para trilhar a partir da inspiração da Deusa e das palavras proferidas por minha avó, uma antepassada que reencontrei com os véus baixos no rito de Samhain.
Assim, um dos primeiros lugares que cheguei, depois de anos ao lado de minha irmã, foi a Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa, em São Paulo. Nesta conferência tive a honra de conhecer uma mulher fantástica, uma mistura de fada e de vó antiga, a bela e inspiradora  Soraya  Mariani. O caminho da Bruxaria na minha vida foi e sempre será minha base, a estrutura e inspiração para os ritos que hoje realizado, mas nunca havia me identificado como bruxa, por considerar um pouco ‘limitado’. Mas o contexto do Sagrado Feminino que Soraya apresentou, tão amplo, onde eu poderia me conectar com a Mãe Maria do catolicismo, as abuelas das medicinas ancestrais xamânicas, as yabás, Lilith e tantas outras expressões sagradas, tocou meu coração e transformou minha vida. Lembro-me que após ela realizar sua vivência eu fui até ela para agradecer por esta sabedoria compartilhada, pois até aquele momento eu sentia falta de algo e não sabia exatamente o que era, mas que através dela eu redescobri em termos o que vibrava em meu espírito: o Sagrado Feminino. Eu ia agradecer sobre isso a ela, mas quando cheguei para abraçá-la a primeira coisa que ela perguntou após um acolhedor sorriso foi ‘e os Círculos de Mulheres que estás facilitando, como estão?’ Eu a olhei com um olhar desconsertado e interrogativo e respondi ‘eu não facilito Círculos de Mulheres’ e eis que ela responde ‘então deveria’.
Essas palavras, além das que ela havia proferido em sua vivência, evocaram minha ancestralidade. Voltei a Porto Alegre com esse sentimento e conheci outras espiritualidades, mas principalmente reconheci meu compromisso com a Deusa. Seis meses após a esse encontro eu já havia facilitado um Círculo de Sagrado Feminino na Mystic Fair em São Paulo, a maior feira mística e esotérica da América Latina, e muitas rodas de Círculos de Mulheres em todo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Após essas experiências, voltei a me aproximar de minha irmã e, juntas, realizamos lindos trabalhos para a Cura Feminina. Assim decidimos ir com o Clã da Lua Vermelha para o Primeiro Encontro Mundial de Círculos de Mulheres, cujo foi uma experiência transformadora e transcendental. Mas embora meu coração, meu amor e minha gratidão estivessem ainda mais conectadas à minha irmã, ter o contato com aquelas mais de quinhentas mulheres no Encontro Mundial me mostrou que, novamente, eu deveria partir. Foi então que soube que minha jornada com minha irmã é de reencontro, perdão e legado, mas cada uma de nós temos passos distintos e bem específicos ditados pela Mãe que necessitamos trilhar. Essa é a forma de tecitura Dela.
Assim, parti. E idealizei e facilitei um trabalho de aprofundamento com as Deusas Gregas. Quantas bênçãos e revelações, quantas trocas, quantas mensagens das Deusas: Com Gaia nos reconectamos e curamos, com Afrodite redescobrimos o autoamor, com Atena novas batalhas foram reveladas, com Ártemis o Poder do Clã se instaurou, com Héstia o desenvolvimento espiritual foi intenso, com Hera nos reempoderamos, com Deméter fomos abençoadas com a possibilidade de novas sementes e com Hécate houve o princípio de um rito iniciático: o meu.
Há uma frase de Maxine Sanders que expressa ‘quando fui apedrejada por outras mulheres por ser bruxa eu me reconheci como iniciada. Eles poderiam quebrar o meu corpo, mas não quebrar meu espírito’. Essa frase faz todo o sentido para mim e traduz o que foi vivenciado no rito à Hécate: uma celebração, muitas mulheres em círculo em volta de um caldeirão com fogo serpentino e, de repente, um homem invade o local de forma truculenta e fala que aquilo não poderia ser realizado, que era ‘ruim’. Olhei para suas mãos e percebi um extintor de incêndio e, instantaneamente, falei que eu que apagaria o fogo, pois era um rito Sagrado.
Não sei de onde este homem surgiu, mas quando me abaixei para apagar o fogo ele acionou o extintor e o material químico entrou em contato com a minha pele e com o fogo que explodiu diretamente no meu rosto. As minhas irmãs – exceto uma - não fizeram nada. Talvez por medo, talvez por paralisia devido à cena chocante, mas o fato é que me senti sozinha e queimada por elas também. Fui para o pronto socorro e constataram que eu havia sofrido queimaduras de 2º e 3º grau em todo o rosto, pescoço e braços. Uma queimadura química, essencialmente ocasionada pelo material do extintor, que me fez silenciar. Tive medo, iniciei uma jornada à noite escura da minha alma e desacreditei na irmandade feminina e nada poderia me doer mais do que isso, nada poderia ser mais triste para mim do que imaginar que não valeria nada estar em círculo. É claro que no momento em que tudo ocorreu e nos dias seguintes eu me senti muito perdida sem compreender o para quê isso tinha ocorrido, mas duas semanas depois eu já estava completamente recuperada fisicamente, sem uma marca sequer. A minha cicatrização, de modo geral, sempre foi muito demorada e o processo de cura ter sido tão rápido fez eu perceber que o ocorrido era uma bênção e, assim como Maxine, passei a me ver como  uma futura iniciada: poderiam queimar meu corpo, mas jamais destruiriam meu espírito.
Semanas depois eu já estava diante do mar, o Grande Útero da Deusa, e sabia que a Deusa tinha me lapidado, me amadurecido e principalmente me guiado para o novo desafio que se iniciaria. Escutei mais uma vez a Deusa falar comigo e me guiar para um Estado diferente, para aprender ainda mais e completar por fim o meu um ano e um dia, o período que antecede à real iniciação.
Guiada pelo Destino fui morar em Florianópolis para estudar na Universidade do Sul de Santa Catarina, local que oferece a graduação em Naturologia, um curso que resgata Saberes Xamânicos, da Medicina Tradicional Chinesa e Ayurveda, além de várias Práticas Integrativas de saúde. Apenas pela grade de ensino eu já posso afirmar que cresci muito enquanto profissional terapeuta, no entanto foi o extraclasse que me desafiou, lapidou e curou.
A principal e maior cura foi, entre todas as experiências vivenciadas, a volta da crença nos laços femininos de irmandade. Um processo que foi trabalhado dia a dia e, por mais que eu renegasse esse sentir, irmãs se apresentaram amorosamente e secaram minhas lágrimas, escutaram e honraram minhas histórias, me alegravam nos dias tristes. O meu coração ferido foi aos poucos cicatrizando e me permitir ser. Sou grata a cada irmã, grata à Guelda – fêmea sagrada que ao se despertar aos seus sentimentos de tribo, despertou a minha lembrança na crença em minha face Sagrada Laylah Cauac -, sou grata ao silêncio que respeitou o meu tempo, sou grata às palavras duras de uma pequena grande PachaMamita que remexeu em meu interior, sou grata ao olhar da irmã de sopro que lia meu espírito. Elas me fizeram acreditar no Círculo novamente e acordaram a minha face adormecida de Sacerdotisa.
Evidentemente, no meio dessas flores houve muitos espinhos e aprendi verdadeiramente o que significa se encontrar com a Sombra. De acordo com Jung (2008) este processo é conhecido como Individuação. A psique humana é dinâmica e neste movimento o Self, nossa totalidade psíquica, estimula nosso Ego a iniciar o processo de transcendência que é a Individuação. Muitas vezes esta sequência psicológica ocorre sem que a pessoa esteja consciente, ou seja, é um processo natural sem a contribuição do indivíduo e busca a totalidade, integralidade, de todos os níveis de nossa psique.
Ainda, de acordo com Jung, a individuação consiste em confrontar vários aspectos sombrios e após este enfrentamento o que surge, normalmente, é o reconhecimento do pior e melhor de si. Este despertar auxilia no equilíbrio de nossas densidades e qualidades, oferecendo ao coletivo nossas mais efetivas potencialidades, aproximando o ser do mundo, pois
A individuação, em geral, é o processo de formação e particularização do ser individual e, em especial, é o desenvolvimento do individuo psicológico como ser distinto do conjunto, da psicologia coletiva. É, portanto um processo de  diferenciação que objetiva o desenvolvimento da personalidade individual. [...] Uma vez que o indivíduo não é um ser único mas pressupõe também um relacionamento coletivo para sua existência, também o processo de individuação não leva ao isolamento, mas a um relacionamento coletivo mais intenso e mais abrangente. (JUNG, 2009)
Deste processo dolorido que é o individuar-se, pessoalmente a mim inspirado pelos domínios da Deusa Negra, renasceu uma nova Persona, mais empoderada e com muitas sementes para plantar em novos solos da Terra da Grande Mãe. Chegar ao Self foi como conhecer os Mistérios da Mãe Sophia, a qual revelou minha sabedoria interior, meu autoconhecimento. Lúcida de meus reais potenciais e reconhecendo meu servir, minha real iniciação se deu por uma missão: despertar Facilitadoras de Círculos de Mulheres.
Cada Chamado eu escuto e sigo com reverência, assim sempre foi durante minha jornada terrena, então mais uma vez o segui. E hoje escrevo essas palavras que são oriundas desse Chamado, pois no mesmo instante que compartilho lembranças de minha vida, inicio o Livro da Formação Guardiãs da Mãe Terra: O Despertar do Sagrado Feminino. E assim, com fé e amor, sinto com profunda gratidão que tudo que daqui nascerá reverberá, somando saberes à Teia Sagrada da Deusa Tecelã.

Sou Laylah Cauac e assim falei. Ahá.




[1] A cena do filme Cisne Negro em que aparece a atriz coçando as costas e percebe que está surgindo uma pena no local é bem representativa visualmente. Lembro que no ano que foi lançado o filme, ao ver esta cena me choquei: eu sabia e sentia a dor da personagem, pois anos atrás eu já havia vivenciado o processo doloroso, mas absurdamente libertador, das asas nascendo.
[2] O conceito de Self está presente na teoria de Jung e compreende-se como tal os níveis conscientes e inconscientes – tanto o pessoal, quanto o coletivo – de maneira integrada. Ou seja, é o reconhecimento dessas camadas presentes em nossa psique e o entendimento e interação com elas.

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