sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Beltane (2)

Na noite da União Sagrada dos Deuses, nós seus filhos, sentimos a grande energia que circunda a Terra: Fertilidade, êxtase, poder gerador, danças, muitas danças. Celebramos o poder do casal sagrado, nos cobrimos de cores, somos um pouco eles também, pois nos preenchemos de excitação, de vida. Ao redor do Maypole traçamos destinos, realizamos pedidos e transformamos o futuro ... o falo ereto do Deus que penetra na fonte divina da Deusa que unidos geram a maior das magias.
Mas, nem só de Maypole, fitas e cores se faz um Beltane. Poucas são as bruxas que se aventuram na floresta nesta noite, poucas são as bruxas que recebem a honra de se encontrar com o Gamo Rei, poucas sabem que isso ainda no nosso tempo é possível. Ouvimos lendas antigas de sacerdotisas que se deitavam e aprendiam muito sobre a vida e magia com o Grande Sábio, histórias tão antigas que muitas vezes pareciam apenas poesia. Por muito tempo eu pensei ser apenas isso.
Mas quando estamos verdadeiramente aberto à algo, quando acreditamos na possibilidade real do 'impossível' acontecer, portais sagrados inimagináveis se abrem e descobrimos que as histórias não são apenas lendas, são relatos.
Um corpo extremamente grande, pesado, a respiração ofegante, o toque firme, as palavras sábias e certas para o momento, a aprendizagem para a vida. Uma noite que pareceu durar décadas, uma realidade fora do tempo que ao voltar para nossa plano material, tudo parece um sonho. Um sonho que me fez aprender mais sobre Beltane do que qualquer experiência terrena vivida, um sonho que me aproximou da essência real do que significa ser uma filha e serva da Deusa. um sonho que me ensinou o poder de se deixar entregar para se integrar com o Divino, com o Rei.

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