Sou pagã há muitas vidas e reverencio as fases da nossa linda Mãe Terra por muito tempo, pois entendo de que dela vim e para ela voltarei, logo após minha jornada nesta existência chegar ao seu final. Sou pagã, pois sinto os elementos vivos em meu corpo e sou capaz de com a força da energia que deles emanam, criar portais para outros mundos. Sou pagã, pois sempre escutei o chamado e a cada existência sigo com a missão de me encontrar através do caminho da Deusa.
Porém, nesta vida, apesar de mesmo muito jovem já me interessar e tentar interagir com o mundo pagão, há apenas quatro anos que posso dizer que, sim, sou bruxa. No entanto, meu caminho está apenas no começo, muitos são os aprendizados que ainda terei que assimilar, pois para se tornar uma pagã completa é necessário aprender com humildade o que os que vieram antes de nós têm a nos passar e, além disso, experienciar com intensidade cada vivência mágica. Sendo assim, a cada ritualista nova em que faço parte reacendo o amor e a extrema curiosidade que tenho sobre esse 'mundo paralelo'.
Quatro anos vivenciando a bruxaria, quatro Rodas completas comemoradas e sempre sendo surpreendida com a grandiosidade deste mundo. Posso dizer, sem vergonha nenhuma, que apenas na última noite dos Antepassados -Samhain- eu cheguei perto de compreender o que esta data realmente significa. Muito mais do que uma noite de queimar o que passou, honrar o sacrifício do Deus que se vai ou meditar sobre a escuridão total que se instala até o Deus menino retornar trazendo a luz em Yule, pois é a possibilidade de aprender, sem intermediários, e sim com nossos próprios antepassados - pessoas sábias que pisaram seus pés em Gaia antes de estarmos aqui - sobre a vida, sobre caminhos, sobre nós mesmos.
Descobrir que possuem diversos caminhos que te levam à um momento especial, fora do tempo e espaço em que estamos, é intrigante. Minha mente racional, científica, fala sobre a probabilidade de ser algo ilusório, porém é inegável os fatos ocorridos na noite do dia primeiro de maio deste ano e é extremamente real tudo o que foi aprendido.
Tomar consciência a partir de um encontro tão diferente que sou a única da família que, hoje, ainda carrega o sopro do Sagrado, ao mesmo tempo que é emocionante, é desafiador. Afinal isso implica na responsabilidade de levar esse sopro comigo para outras gerações para que o caminho Antigo sempre se faça presente em nossas vidas. Porém, essa tarefa não é simples, pois em um momento de revelações a orientação foi clara 'existem muitas lutas na vida, mas temos que lutar uma de cada vez. Bandeiras demais as vezes pesam e nessas horas é preciso largar algumas'.
Minha vida é de muitas bandeiras, acredito e luto por muitas causas e gosto de ser assim, pois é disso que sou composta, é essa quem sou. Mas entendo o que esta mensagem representa e me passa, entendo quantas questões estão em minhas mãos. Antes, o que eram apenas alguns lampejos de lembranças, se confirmaram e o sentimento de pertencer à um povo antigo, aguerrido, donos desta terra a qual chamamos América Latina se tornou efetivo. Hoje eu sei um pouco mais sobre minhas origens e isso, inevitavelmente, me orienta e clareia sobre para onde devo ir.
Gratidão, Velha antiga e guerreira, pelo carinho, cuidado e olhar acolhedor.
Descobrir que possuem diversos caminhos que te levam à um momento especial, fora do tempo e espaço em que estamos, é intrigante. Minha mente racional, científica, fala sobre a probabilidade de ser algo ilusório, porém é inegável os fatos ocorridos na noite do dia primeiro de maio deste ano e é extremamente real tudo o que foi aprendido.
Tomar consciência a partir de um encontro tão diferente que sou a única da família que, hoje, ainda carrega o sopro do Sagrado, ao mesmo tempo que é emocionante, é desafiador. Afinal isso implica na responsabilidade de levar esse sopro comigo para outras gerações para que o caminho Antigo sempre se faça presente em nossas vidas. Porém, essa tarefa não é simples, pois em um momento de revelações a orientação foi clara 'existem muitas lutas na vida, mas temos que lutar uma de cada vez. Bandeiras demais as vezes pesam e nessas horas é preciso largar algumas'.
Minha vida é de muitas bandeiras, acredito e luto por muitas causas e gosto de ser assim, pois é disso que sou composta, é essa quem sou. Mas entendo o que esta mensagem representa e me passa, entendo quantas questões estão em minhas mãos. Antes, o que eram apenas alguns lampejos de lembranças, se confirmaram e o sentimento de pertencer à um povo antigo, aguerrido, donos desta terra a qual chamamos América Latina se tornou efetivo. Hoje eu sei um pouco mais sobre minhas origens e isso, inevitavelmente, me orienta e clareia sobre para onde devo ir.
Gratidão, Velha antiga e guerreira, pelo carinho, cuidado e olhar acolhedor.


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