Este ano foi intenso.
Enquanto você: Bárbara, Carol, Enaê
Eu: solidão
Entendo o quanto é natural se encantar por outros seres, afinal estamos em constante transformações e, muitas vezes, o que nos chama é justamente aquilo que está em sintonia com nossas mudanças. Entendo, também, que é fácil confundir sentimentos, ainda mais sozinha, ainda mais tentando se curar, ainda mais buscando em outros abraços a sensação de se sentir segura. Eu realmente entendo, afinal já passei e também passo por isso.
As emoções são compreendidas facilmente por mim, no entanto são os motivos que me corroem o peito e me fazem questionar aos deuses o porquê de tanto desalinho. Você foi embora dizendo que estava com saudade da sua avó e que era com ela que se sentia segura - hoje você já não mora mais -, disse também que existia pressa em fazer mestrado - ainda está incerta de quando fará - e que precisava voltar a fazer terapia com sua naturóloga - esta que talvez tenha sido a principal influência de te fazer desistir de mim; esta que desacreditada do amor te fez desacreditar também; esta que você já nem considera boa terapeuta. É como se os motivos que te fizeram ir, nenhum tenham valido a pena. Será que eles realmente eram reais? Ou, assim como Lúcifer falou você nunca me amou e ao avistar seu futuro comigo saiu em disparada? O fato é que não é o ato de você estar com alguém que me dói, afinal sempre lhe desejei o bem, mas sim os motivos de te terem feito ir não terem sido alcançados. É como se eu tivesse sido trocada pelo nada ... e o nada, sempre lhe parece melhor escolha do que a mim. Porque eu, por mais encantos que já tenham me abatido, sempre lhe escolhi. Já você, sempre prefere o risco do incerto do que voltar para meus beijos.
Talvez tanto amor que lhe tenho deva ser mesmo redirecionado para outro ser: alguém que o queira, que o mereça, que me escolha ... afinal porque continuar guardando este amor se, pela terceira vez, diz que não o quer mais?