quinta-feira, 12 de maio de 2016

Quando a Deusa nos fala

'Diga a ela que é minha filha'.

Naquele momento, olhando no mais profundo dos olhos de minha irmã, não pude compreender o que estava sendo falado. Fazia muito tempo que não escutava minha Mãe, por todo o último ano imaginei que só havia feito as escolhas erradas e que, desta forma, tinha cada vez mais me afastado da minha Deusa Existencial e por isso não a sentia mais soprando em meu ouvido.
Mas naquele momento, em que eu pintava e reconhecia a face ancestral daquela menina, infinitamente mais anciã que eu e que talvez nem saiba a grandiosidade de seu espirito, naquele momento fui curada, pois a Deusa mostrou-me o quanto me guia, diariamente, e que todos os processos que encarei são os processos que deveria verdadeiramente passar. Nunca estive sozinha, em cada jornada por mim trilhada Ela me faz encontrar uma irmã: seja para ser desafiada, seja para desafiar, seja para me inspirar, seja para eu inspirar, seja simplesmente para que com a força de irmãs unidas a Magia se tornar mais forte e profunda.
Uma pintura, o corpo manchado, os olhos lacrimejando e um dos ritos mais bonitos a ser vivenciado: o compartilhamento de Poder. Naquele momento, foi exatamente isso o que ocorreu, pois pela guiança da Mãe foi compartilhado a sabedoria, as experiências, as dores e os amores.

Laylah Cauac

Movimento Circular

As histórias que nutrem a vida
A vida que energiza o Círculo
O Círculo que guarda a Mãe Terra
A Mãe Terra que traz desafios
Os desafios que fazem as histórias
As histórias que nutrem a vida ...
No movimento circular
Sem início, meio e fim.

Laylah Cauac

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Em cada memória o tecer do Sagrado

'O fato é que quero escrever aqui minha vida mágica, e não somente a minha vida na magia. Porque quando a minha memória falhar (e ela não é muito boa mesmo, deve me faltar alguma vitamina), eu quero ter uma fonte confiável e ter a oportunidade de reler a minha história. Uma história de verdade, sem heróis ou bandidos, apenas uma garota como protagonista, que busca sua evolução como pessoa e como espírito, pela forma que escolhi: Pelos Mistérios da Antiga Fé'.


Um ano e um dia é o período cronológico simbólico que traduz o tempo de crescimento e experiência de um aprendiz que ruma ao momento mágico e iniciático da tarefa cumprida. Um ano e um dia, para mim, foram sete, pois desde os meus 17 anos sigo conscientemente a jornada espiritual de honra aos Deuses Antigos. Mas somente hoje com 25 anos, que pude começar a sentir a sensação de completude, de dever realizado e do servir reconhecido.
Quando comecei a escrever neste blog eu já havia iniciado a jornada pagã fazia 4 anos, anos esses bem complexos e desafiadores para uma menina em despertar. Mas conforme fui vivenciando ainda mais a Antiga Fé, outras sombras se apresentaram e aos poucos novos desafios e ensinamentos foram necessários para que eu crescesse enquanto espírito e pessoa. Assim, não foi mais possível escrever o que eu sentia aqui, pois foram momentos de reclusão.
Mas o número 7 é o número espiritual, 25 anos também soma 7 e, desta forma, é inegável que de todos os anos desta existência enquanto bruxa, esse foi o que mais me ensinou ... e essas lições eu desejo lembrar, porque assim como há 3 anos atrás a minha memória ainda continua fraca e para evitar que muitas lições se percam, resolvi que devo registrá-las.Assim, vou escrever aqui as lembranças desses três anos de silêncio, pois em cada uma delas há a expressão,  toque e tecer do Sagrado.
Será aos poucos, sem pressa e sem ordem alguma do tempo cronológico, pois uma das coisas que mais aprendi é que a vida possui a energia do círculo, e dessa forma não há ordem, inicio, meio ou fim.
Vou me expor: nua de espírito, alma e coração, porque talvez algumas aprendizagens minhas também sirvam para outras irmãs de jornada. 


Laylah Cauac